sexta-feira, 17 de julho de 2015

FEBRASGO reforça a importância de três vacinas durante a gestação


 

Que algumas vacinas são de grande importância na gestação, todos os médicos sabem, mas muitos não tem reforçado a necessidade de imunização para as mulheres grávidas. Por isso, a presidente da Comissão de Vacinas da FEBRASGO, Nilma Antas Neves, explica que existem vacinas que estão disponíveis nos postos de saúde gratuitamente: a Vacina Influenza, Vacina dTpa e Vacina Hepatite B.

 

Abaixo a médica apresenta as indicações de cada Vacina. Confira:

 

1) Vacina Influenza

A gripe durante a gestação ou puerpério pode levar a formas clínicas graves, pneumonia e morte. O risco de complicações é muito alto, principalmente no terceiro trimestre de gestação, mantendo-se elevado no primeiro mês após o parto. As puérperas apresentam risco semelhante ou maior que as gestantes de ter complicações em decorrência da Influenza.

 

A vacinação contra o vírus influenza em gestantes é uma estratégia eficaz de proteção para a mãe e para o lactente. Estudo realizado demonstrou que os lactentes de mães vacinadas contra a influenza, apresentaram menos casos da doença.

 

Todas as gestantes devem tomar a vacina Influenza, em qualquer fase da gestação. Ela é gratuita para gestantes (qualquer idade gestacional, não precisa comprovação de gestação) e puérperas até 45 dias (levar certidão de nascimento do recém-nascido ou cartão da gestante ou documento do hospital).

 

2) Vacina dTpa

A vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do adulto) tem o objetivo específico na gestação de proteger contra tétano neonatal e coqueluche no recém-nascido. A preocupação com a coqueluche é decorrente do aumento dos casos em lactentes jovens (em idade pré-vacinação) com alta taxa de letalidade em todo o mundo. No Brasil, em 2014, mais de 50 crianças menores de 6 meses de idade morreram por coqueluche. Foi constatado que esses recém-nascidos são infectados pelos contatos próximos, principalmente pela mãe, em cerca de 40% dos casos. Os lactentes antes dos 6 meses de idade não completaram seu esquema de vacinação. Um adulto infectado pela Bordetella pertussis pode resultar em até 17 novos casos. O quadro clínico da coqueluche no adulto não é típico, devendo-se suspeitar dos pacientes com tosse seca por mais de 14 dias.

 

O objetivo da vacinação da gestante é diminuir a transmissão da mãe para o recém-nascido após o parto e a proteção relativa do recém-nascido através dos anticorpos maternos via transplacentária. A efetividade de proteção dos anticorpos transplacentários para o feto não é totalmente conhecida, mas certamente modifica a severidade da doença. Após a vacinação na gestação, os anticorpos maternos atingem o pico em algumas semanas e caem em poucos meses.

 

A vacinação da gestante deve ser com idade gestacional acima de 20 semanas (preferencialmente entre 27 e 36 semanas). A mulher deve ser vacinada em todas as gestações, independente de quando tomou a última dose da vacina dT (que é a dupla bacteriana, disponível nos postos de saúde, porém, confere proteção apenas para Difteria e Tétano).

É preciso reforçar que:

  • Se a gestante já tem seu esquema de vacinação contra tétano completo (3 doses prévias), ela precisa tomar apenas a dTpa entre 27 e 36 semanas.
  • Se a gestante não tem ou não sabe se o esquema de tétano está completo, ela deve ser vacinada com 2 doses da dT e 1 dose da dTpa (sendo esta, entre 27 e 36 semanas). O intervalo entre as doses deve ser entre 30 e 60 dias.

 

 

3) Vacina Hepatite B

Caso a gestante não tenha o esquema de vacinação completo para Hepatite B ou nunca tomou nenhuma dose, ela deve ser vacinada durante a gestação preferencialmente durante o segundo ou terceiro trimestre. O esquema completo consiste em 3 doses (0-1-6 meses). Se a gestante já tiver recebido 1 ou 2 doses, deverá completar as doses durante a gestação, não sendo necessário tomar novamente a(s) dose(s) recebidas.

 

Por fim, os recém-nascidos podem ser infectados ao nascerem de mães portadoras do vírus B da hepatite. O risco de infecção crônica é mais elevado, quando a exposição ocorre no período perinatal. Cerca de 25% das crianças que desenvolvem a infecção crônica morrem de carcinoma hepatocelular ou cirrose décadas após a infecção inicial.          


segunda-feira, 6 de julho de 2015

Novas regras do Governo para parto no Brasil - FEBRASGO






A FEBRASGO informa que é a favor do incentivo ao parto normal no Brasil, desde que seja assegurado a saúde da mãe e do bebê. No que se refere às novas regras do Ministério da Saúde (MS) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a realização de partos no País, o qual entrou em vigor na segunda-feira, dia 6 de julho de 2015, a Federação esclarece que as medidas informativas que poderão ser usadas por pacientes dos planos de saúde na hora de escolher o obstetra devem ser bem avaliadas. Isso porque a divulgação dessas taxas individuais de partos realizados por um profissional pode remeter a uma visão distorcida do perfil de cada médico.

Para a FEBRASGO pode haver casos de obstetras que têm um índice elevado de cesárea em uma determinada operadora e menor numa outra. Isso porque existem profissionais especializados em partos de alto risco que podem ter índices maiores de cesárea, mas isso não significa que esse médico não faz parto normal, porque a sua especialização o faz atender gestações de risco que acabam levando a um parto cirúrgico.

Como Federação representativa dos Ginecologistas e Obstetras brasileiros, a FEBRASGO reforça que um dado único não significa que é o perfil de um médico. Por isso, pede às pacientes que avaliem junto com sua a operadora de saúde e outras operadoras para mensurar as reais taxas de partos realizados por um médico.



Fonte: http://www.febrasgo.org.br/site/?p=11184